WebOps

O custo invisível de não cuidar do site de educação

O site abandonado não manda fatura, mas cobra. Matrícula perdida, erro no ar, SEO que despenca, lançamento improvisado. A conta que ninguém vê até doer.

Antonny Jackson7 min de leitura
Capa do artigo: O custo invisível de não cuidar do site de educação

Não cuidar do site parece economia. Você não paga ninguém para operá-lo, não gasta com melhoria contínua, e o site continua lá, no ar. O problema é que o custo de não cuidar existe, ele só não manda fatura. Ele aparece em matrícula que não aconteceu, erro que ficou dias no ar, tráfego orgânico que minguou, lançamento que rendeu menos. É o custo mais caro que existe: o que você não vê.

O prejuízo que não aparece na planilha

Um gasto você vê: sai da conta, tem nota, entra na planilha. Um prejuízo por omissão não. Quando uma página converte 2% em vez dos 3% que poderia, você não recebe um aviso da metade das matrículas que perdeu; simplesmente elas não aconteceram. Quando o formulário fica quebrado três dias, ninguém te manda a conta dos alunos que tentaram e não conseguiram. Esse custo é real, às vezes maior que qualquer despesa do negócio, mas como ele é invisível, é fácil fingir que não existe e chamar isso de economia.

Onde o dinheiro vaza num site abandonado

  • Matrícula perdida por conversão baixa: cada ponto percentual a menos é aluno que o tráfego trouxe e a página não fechou.
  • Erro no ar sem ninguém ver: formulário quebrado, pagamento vencido, página fora do ar durante um lançamento.
  • SEO que despenca: sem conteúdo e atualização, o tráfego orgânico cai e o custo de aquisição sobe.
  • Lançamento improvisado: página montada às pressas rende menos que o esperado, e ninguém liga a causa ao site.

A economia que sai cara. Cortar o cuidado com o site para economizar é como economizar em manutenção de um carro que você usa para trabalhar: parece que poupou, até o dia em que ele quebra no pior momento. No site, o pior momento costuma ser o lançamento, quando cada hora fora do ar vale muito.

Por que esse custo passa tanto tempo despercebido

O custo de não cuidar do site é sorrateiro porque ele não tem um dia de colapso, tem uma erosão lenta. O site não para de funcionar de uma vez; ele vai convertendo um pouco menos, perdendo um pouco de posição, acumulando um errinho aqui e outro ali. Cada perda isolada é pequena demais para assustar, então nada nunca parece urgente. Só que a soma dessas pequenas perdas, mês após mês, vira um rombo grande. Quando alguém finalmente faz a conta, o valor que o site deixou de gerar costuma pagar muitas vezes o custo de tê-lo operado direito.

Se você suspeita que o seu site cobra esse custo invisível, dá para estimá-lo: quanto a conversão baixa custa em matrícula, quanto o SEO parado deixou de trazer, quantos erros seguem no ar agora. Pôr esse número na mesa costuma ser o argumento mais forte para operar o site, e é daí que a gente parte.

Estime o gap: se a página converte 2% e poderia converter 3%, esse ponto percentual sobre o seu tráfego é matrícula perdida por mês. Some o tráfego orgânico que o SEO parado deixou de trazer e o efeito de erros no ar. O total costuma surpreender e justifica com folga o custo de operar o site.

Provavelmente sim, porque o custo de não cuidar é justamente invisível. Um site que parece bem pode estar convertendo abaixo do potencial, perdendo posição no orgânico ou com erros que você não notou. Parecer bem não é o mesmo que render o máximo; só medindo dá para saber quanto está ficando na mesa.

Cuidar sempre sai mais barato quase sempre. Consertar na crise custa mais, e pior, o prejuízo já aconteceu enquanto o problema esteve no ar. Operação contínua previne o rombo em vez de remediá-lo depois. No site, como em quase tudo, prevenção é mais barata que conserto de emergência.

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